Terça-feira, 30 de Maio de 2006

boletim clínico do dia

     e prontos, ‘stão encontrados os bodes expiatórios p’ró insucesso escolar. Enquanto a gandulagem rejubila porque já não precisa de estudar…,

 

…, parece que já ninguém leva a sério as ideias do primeiro, no que respeitas às grandes reformas estruturais para salvar o país…,

 

                         …, enquanto que o mudo de Belém, com o “curação” partido pela pobreza, está mais mudo que nunca. Teme-se que venha também a ficar surdo...,

   

      o resto da gandulagem, depois da bronca da páscoa, vai alterar o horário de trabalho para se poderem dedicar a coisas realmente importantes.


publicado por AC às 19:23

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Segunda-feira, 29 de Maio de 2006

Corrupção

Mais uma vez, Paulo Morais faz acusações graves, sobre a corrupção e o financiamento dos partidos e particulares que gravitam na sua orbita.

 

Um estado de direito, tiraria as devidas consequências. Aqui, nada se passará. Não é por mero acaso que ninguém é condenado em Portugal, faz 22 anos, por crime de corrupção. E não porque não exista. Apenas porque se tornou uma forma de ganhar a vida.


publicado por AC às 21:56

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Domingo, 28 de Maio de 2006

Não se passa nada,

                 os miúdos lá “bazaram”, e assim sempre ficam com mais tempo para irem fazer aqueles  penteados esquisitos…,

 

               o Marcelo continua a saber de tudo e de nada e um gajo tem de andar a mudar de canal para não atirar com a jarra ao televisor…,

 

             o governo continua a operação terrorista contra o inimigo, ou seja, nós …,

 

ninguém lhes parte os cornos…,       bom, evoluímos na continuidade.


publicado por AC às 22:13

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Sexta-feira, 26 de Maio de 2006

Só gente séria

Desde 1984, portanto há 22 anos, que, por razões políticas, ninguém é condenado, em Portugal, por crime de corrupção.

 

Eu, como pessoa de boa fé, só posso tirar uma ilação: Em Portugal não há corruptos.

 

Se não fosse esta minha fé, pensaria que a corrupção se generalizou de tal forma que se tornou uma forma de vida legal.


publicado por AC às 21:48

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Quinta-feira, 25 de Maio de 2006

Prémio, eu é que mando!

Pronto! Andaram os galos à bicada; mando eu! Não, eu é que mando! Perdão, quem manda sou eu… Não, eu é que sou educador dos putos! Mas eu é que mando!

 

Bastaram 3 horas de jogatina para pôr ordem na capoeira e cada um no seu lugar. O último!


publicado por AC às 22:30

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Segunda-feira, 22 de Maio de 2006

Falta-lhe a gola de segurança!

É com este patético argumento que os interessados no negócio dos combustíveis em Portugal, denunciam o que consideram ser concorrência desleal; a venda de gás espanhol em Portugal com um diferencial de preço de 40%, provavelmente distribuído no mercado espanhol pela mesma Galp que lidera o mercado nacional.

 

Sem dúvida que merecemos todas as calamidades que nos aconteçam. É que o gás em Espanha é considerado bem de primeira necessidade e taxado a 5%. Entende o nosso desgoverno que este produto, essencial para os Espanhóis, é um luxo para os portugueses, por isso, taxado a 21% que foi para isso que lhes demos maioria absoluta.

 

Os argumentos são uma obra de arte, dignos de quem aspira o cargo supremo de primeiro-ministro:

 

As garrafas não têm gola de segurança! Pergunto eu: Quantos acidentes aconteceram em Espanha devido à falta da tal gola de segurança?

 

O estado está a ser lesado em 2 milhões de euros de impostos (Iva e ISP). E os portugueses, em quanto estão a ser roubados?

 

As especificações estão escritas em Castelhano. E quem lê as especificações?

 

O gás (deles) é mais pobre.??? Aquece menos 40%?

 

A venda deste gás a preços 40% inferiores é considerada "dumping". Eu considero que vendido ao preço português, é roubo.

 

Quem assim argumenta, correndo o sério risco de se tornar num fenómeno do humor nacional, é o presidente da Apetro, Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas, que reúne os principais grupos económicos do sector que actuam no mercado português Agip, BP, Cepsa, Esso, Petrogal, Repsol, Shell e Total, por isso, estamos entendidos.

 

Não seria mais útil agir junto do governo para que este alterasse a classificação e reduzisse os impostos escandalosos que cobra sobre um bem de primeira necessidade, em vez de reclamar sobre os preços socialmente mais justos praticados em Espanha?

 

Uma ultima questão; a EU não tem como princípio fundamental a livre circulação de bens, pessoas e mercadorias?

 

Já agora, tristeza nacional: o jornalista introduz o assunto com esta pérola: “ 500 famílias que dependem directamente da venda de gás, só nas zonas de fronteira do norte de Portugal, correm o risco de falir e de serem lançadas para o desemprego”. Pensava eu que o problema se prendia com o diferencial de preços praticados em Espanha e Portugal, num mesmo produto, tanto mais que um dos grandes operadores no país vizinho e líder no mercado nacional. Pensando eu que haveria aqui uma questão de classificação entre o que são bens essenciais e outros, entre o poder de compra nos dois países, etc., mas não. Tenho muito que aprender!

..., entretanto

fez-se a mais bonita bandeira. Não nos faltava mais nada. As mulheres decidiram dar o apoio à selecção e ao governo, contribuindo assim para o que já é a alienação generalizada e o entretém de muitos portugueses. Passado o evento, os futebolistas terão o seu pecúlio aumentado e as mulherezinhas da bandeira estarão a contas com os trocos para pagar o aumentos das rendas.

 

....., e simultaneamente…, nasceu mais um grande benemérito!

 

 

Valentim distribui vales de compras aos mais pobres

 

A Câmara de Gondomar vai distribuir vales de compras, para usar em alimentos, nas mercearias locais, às mil famílias mais carenciadas do concelho. De acordo com o presidente da autarquia, Valentim Loureiro, as ajudas financeiras começarão a ser distribuídas em Julho. Até lá, os serviços da Câmara vão identificar os agregados familiares que entrarão no programa. As famílias receberão os vales, mensalmente, até ao final deste ano. O major prevê gastar, neste projecto, cerca de 250 mil euros.

…,

 

"O dinheiro [dos vales] terá de ser aplicado em bens alimentícios, para satisfazer problemas alimentares a crianças e a famílias que estão abaixo do limiar da pobreza", acrescentou o presidente da Câmara de Gondomar, garantindo "rigor na aplicação das verbas".

 

Serão transaccionáveis nas mercearias do major?

 

Esta classe política de merda não ganha vergonha no focinho?


publicado por AC às 14:11

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Quinta-feira, 18 de Maio de 2006

Até quando?

Temos efectivamente uma república socialista, pelo menos no que respeita a pagar. Quanto ao receber, é outra estória.

 

Este é o país, no qual os governos declararam guerra, não à miséria, ao mal-estar, ao analfabetismo, à pobreza, à corrupção, aos costumes, à imoralidade, à doença, mas, ao seu povo!

 

Trabalhamos a vida inteira para enriquecer meia dúzia de cabrões!


publicado por AC às 08:44

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Quarta-feira, 17 de Maio de 2006

Chega de papas e bolos

8 de Junho de 2006

 

Chega de papas e bolos. Vamos passar à acção. Dia de luta nacional.

 

Faço sacrifícios há mais de 50 anos com a promessa de um futuro melhor que nunca chegou. Os únicos que melhoraram o seu futuro, foi a classe política. Estão todos bem e recomendam-se.

 

Já não me preocupa o futuro das próximas gerações ou o prometido futuro de progresso e riqueza, em nome dos quais nos continuam a amargurar cada dia que passa. Quero o meu bem-estar, aqui e agora, antes de morrer.

 

Que se fodam, o futuro e os políticos. Após 40 anos de descontos para a SS, mudam-se as regras e, se por mero acaso viver até aos 65 anos, pode ser que venha a receber alguma coisa que ajude a pagar os medicamentos.

 

E os que agora começam a trabalhar? Obrigados a pagar uma prestação que nunca lhes será retribuída?

 

Quero o meu dinheiro de volta!

 

Que merda de país e, que merda de gente nós somos!


publicado por AC às 10:29

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Terça-feira, 16 de Maio de 2006

A solução final

O problema:

 

Os idosos são um problema para o país. Custam caro e já não produzem.

 

A solução:

 

Mantê-los a trabalhar o maior número de anos possível, arrecadando entretanto impostos e contribuições sociais obrigatórias.

 

Quando a doença os impedir de trabalhar, atribuir-lhes pensões de reforma cujo valor não lhes permita sequer comer.

 

Reduzir-lhes a assistência na doença e encarecer os tratamentos.

 

Hitler, teria ido apenas um pouquinho mais longe. Reduzi-los a cinzas para evitar despesas com o funeral.

E o fdp ainda se gaba!


publicado por AC às 00:02

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Quinta-feira, 11 de Maio de 2006

Uffff..., empreguito salvo a tempo!

O respeitinho é muito bonito. Ia o Manel Carrilho a começar a falar da corrupção e mordomias entre o pessoal da política, quando a dona Judite apressadamente muda de assunto.
 
Esta coisa do emprego ‘tá mesmo difícil!

publicado por AC às 21:35

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Terça-feira, 9 de Maio de 2006

Fátima, futebol, fado e telenovelas

O povo zangou-se porque já não há bilhetes para a final da taça de Portugal, em futebol. As televisões passam novelas dias inteiros. Parece que o pessoal ensandeceu com uma porcaria qualquer, penso que telenovela de seu nome qualquer coisa com morangos. Diz-se que são novos e velhos completamente alienados frente à televisão.
 
É preciso é alegria, porque tristezas não pagam dividas. Para que é que a gente paga aos políticos? Não é para eles se preocuparem com o desemprego que segundo parece, vai ultrapassar a média da EU? Com a saúde? É fechar os centros de cuidados porque a malta quer é morangos! Com o aumento da idade para a reforma? Quando aos 50 anos ficarem sem trabalho, têm 15 para ver os morangos sossegadamente! Com a diminuição do valor das pensões? Que se lixe, não se come e fica mais tempo para ver as telenovelas! Com a subida dos impostos? Eles é que sabem, desde que não decretem imposto sobre as telenovelas!
 
Pois é, parece que mudou pouca coisa. Do Fátima, futebol e fado do antigamente, temos o Fátima, futebol, telenovelas e fado de hoje! Abençoado povo.

publicado por AC às 17:46

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Segunda-feira, 8 de Maio de 2006

Primeiro atento

O nosso primeiro diz-se atento ao processo de despedimentos na Lear.

Como não é provavel que a sua atenção esteja virada para impedir o encerramento da xafarica, que se cuidem os trabalhadores. Manifestem-se em casa e baixinho pois caso contrário, ainda vêem chegar alguma força de intervenção que lhes mostrará, à bastonada, que o respeitinho é muito bonito e os donos daquela pôrra têm todo o direito de ir explorar mão de obra mais escrava do que a portuguesa para onde quiserem!

....

Um estudo qualquer, mais um, hoje divulgado, diz que em 2050 Portugal continuará na cauda da europa. Ou seja, o nosso horizonte de pobreza é de mais 44 anos. Depois o problema passa para os nossos filhos e netos. Para já, ficamos esclarecidos quanto ao futuro melhor prometido, em troca dos sacrifícios que mais este grupelho de aldrabões nos inflige. Fica para pensar se devemos continuar a enganar a barriga e a cabeça e fingir que acreditamos no que nos dizem os senhores funcionários do governo.

....

E por falar em funcionários do governo, informo o senhor Costa que em Fafe não faltam candidatos a juízes, seguramente mais baratos, rápidos e eficientes dos que os os sociólogos ou economistas de que fala. Acredite senhor ministro, se eles forem bons nas suas especialidades, não irão trabalhar numa profissão onde não há condições de trabalho e da qual nada percebem. Mas, a julgar pelo seu caso...

 


 


publicado por AC às 17:03

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Sexta-feira, 5 de Maio de 2006

Vamos esquecer?

O nosso amigo Fernando no seu A hora que há-de vir, trás à nossa curta memória o lamentável comportamento dos deputados em vésperas de Páscoa. E com todo o bom senso de quem tem consciência de que não é com gente desta que se faz um país, exige que estes sejam responsabilizados. Eu, que há muito não voto não posso estar mais de acordo. Aqui vos deixo o Fernando em discurso directo:
 
 
“Obviamente demitia-os!
 
Volto a insistir.

Não podemos ficar quietos, calados e deixar esquecer, o que se passou na sessão da Assembleia da República na sessão antes da Páscoa.

Como foi tornado público e não foi desmentido, houve uma fraude, de vinte e oito deputados, que assinaram o registo de presenças e não compareceram, em nenhum momento da sessão.

Isto significa que no dia anterior, assinaram a presença do dia seguinte. Estamos perante uma ilegalidade; a assinatura antecipada do livro de registo de presenças.
 
Mas, tudo indica que ao registarem uma presença antecipada, não o fizeram inocentemente, mas sim, com a intenção de ludibriar e manter os benefícios, de uma ausência prevista.
 
A ser verdade e não diviso outra explicação quanto a outro motivo, os deputados em causa, pretenderam enganar o Estado e receber todos os benefícios constituídos, através da mentira e da fraude, de uma presença/ausência.
 
À luz dos princípios da honestidade, da rectidão e confiança, que são devidos aos cidadãos e eleitores, não podemos aceitar esta tentativa de apropriação fraudulenta de benefícios que lhes é garantida, no exercício pleno das suas funções.
 
Este acto não pode desculpabilizar a debandada de outros deputados, mas não pode esconder a gravidade desta atitude, só pode merecer o mais profundo repúdio e nojo.
 
Em nome dos altos valores da democracia os deputados em causa, deveriam ser demitidos dos seus partidos e se tivessem vergonha, deveriam solicitar a recusa do lugar de deputado.
 
Deixo aqui um apelo a toda a blogosfera: não deixem cair esta aldrabice, denunciem-na, façam-na circular, estabeleçam uma corrente de denúncia por todo o sítio. Exigimos acções e saber a lista dos nomes dos deputados que assinaram a presença e não puseram lá os pés.
 
Entre os que faltaram à votação (79) - assinaram o livro de presença, mas não estiveram no hemiciclo até ao final da sessão - ou os que nem passaram pelo Parlamento (28) e aqueles que estiveram em Missão ao Estrangeiro (13), os serviços da Assembleia registaram a ausência de 120 parlamentares, menos dos que os 116 necessários para que possa existir deliberação.”

publicado por AC às 22:48

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Terça-feira, 2 de Maio de 2006

Disse..., reformas?

Ora, segundo o ministro Vieira, em entrevista ao Diário Económico com as novas regras para a aposentação, “os novos trabalhadores só se reformam aos 66 anos e oito meses”.
 
Presumo que “novos trabalhadores” serão os que agora começam a contribuir para a S. Social, pelo que o senhor estará a falar de pensões de reforma a longo prazo, 40 a 45 anos. Lá para o ano 2050.
 
Como se, a precariedade do trabalho não seja uma realidade crescente, um meio para as empresas limitarem ou, evitarem mesmo, qualquer vínculo duradouro com os empregados. Ou seja, descontinuidade do trabalho e, por conseguinte, a mesma descontinuidade nas contribuições para o sistema.
 
Como se, as empresas se venham a transformar em gigantescos lares de idosos, com forças de trabalho constituídas por equipas de velhos com 65 anos de idade. Isto quando, actualmente, as empresas já se estão a livrar dos trabalhadores com mais de 50 anos, criando-lhes situações insustentáveis que acabam invariavelmente num acordo manhoso para estes saírem.
 
Ou seja, como se o mundo do trabalho viesse a permanecer imutável e a SS pudesse continuar a arrecadar 35% sobres os salários.
 
O que os senhores Vieira e Sócrates estão a fazer, em vez de assumirem claramente que não vai haver pensões de reforma para o povo em geral e assim poderem continuar a extorquir 35% a trabalhadores e empregadores, é criarem artifícios de entretenimento até que a natural evolução social se encarregue de resolver a questão.
 
Seria bem mais sério dizer aos novos trabalhadores que nada têm a contribuir para a SS e que nada poderão pedir ao estado. Ficariam estes mais bem entregues a si mesmo do que a este estado.

publicado por AC às 23:40

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A revolta dos ricos

Sérgio de Andrade,  no JN:
 
Não há dúvidas de que este Governo anda a esforçar-se por conseguir o dinheiro de que precisa e de que não vai, apenas, buscá-lo à fonte habitual, isto é, aos chamados remediados. Assim, vem pressionando os grandes devedores e não hesita em ir-lhes às contas bancárias e aos imóveis, além de que ameaça de que dará a conhecer, na praça pública, os nomes dos relapsos e avisa de que quem tem carros de luxo e não paga o que deve bem pode ir pensando em viajar de autocarro.
 
Porém, estas medidas radicais ainda não chegam - além de que há que levar em linha de conta o facto de um pequeno sector da população já andar a gritar "Estamos fartos de sermos nós, os ricos, a pagar a crise! Então e os outros?".
 
E foi assim que, algures no seio do Governo, um qualquer iluminado se lembrou de nada menos de 800 mil cidadãos de que ninguém se lembrara ainda. Ou seja, os reformados que ganham qualquer coisa como 153 contos por mês, o que, como sabemos, é uma quantia a que nenhum fisco pode fechar os olhos.
 
Para chamar esses 8% de portugueses à honrosa tarefa de auxiliar a baixar o défice nacional, o Governo fez uma coisa chamada redução da dedução específica, que suponho ser o valor mínimo de que um português precisa para não morrer de fome, não se transformar num sem-abrigo ou desistir de ir à farmácia. Estou a falar de 150 contos, que, como sabemos, é uma quantia assaz generosa, nos tempos que correm. A partir daí, os reformados passam a pagar IRS, porque, bem vistas as coisas, mais 15 contos/mês já era dinheiro para gastar mal gasto.
 
Assim, o Governo pensa encaixar mais 26 milhões em 2006. E aqui o que está em jogo não é a quantia em si; é a justiça que finalmente se fez aos pobres dos ricos que andavam a ser tão perseguidos pelo Fisco.
 
A partir de agora, e graças a um Governo socialista que sabe gerir bem as suas preocupações de justiça social, os reformados, esses autênticos nababos que auferem mais de 150 contos/mês, vão passar a sentir como elas doem. É, autenticamente, a vitória da revolta dos ricos!

publicado por AC às 21:39

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Ainda o 1º de Maio

O post anterior “Folclore de Maio”, foi comentado por um anónimo que torna claro o enquadramento do movimento sindical. Com os meus agradecimentos por este contributo, publico seguidamente o referido comentário pois vale a pena toda a visibilidade que se lhe possa dar.
 
“É verdade estas acções estão a tornar-se um ritual e podiam ser mais do que uma celebração deste heróico dia. Os sindicatos e os sindicalistas estão desacreditados e acomodados. Hoje na sua maioria são uns burocratas, para esta ocasiões, ou para cumprir um papel partidário. Uma ou outra acção são meras acções conjunturais para mostrarem que existem. E lá estão sempre os mesmos: Os dirigentes de sempre, os delegados sindicais de sempre, os funcionários do partido de sempre, e os trabalhadores, carne para canhão de sempre. Uma tristeza. Mas a verdade é que nós pouco fazemos para mudar. Também não é fácil, a máquina está "fechada" para ninguém entrar. Mas falta participação, falta esforço para mudar, falta determinação para o combate, é mais fácil dizer mal. Um amigo meu, dirigente sindical está farto. Quer sair, mas também não vê ninguém, ninguém se aproxima... Ele diz que os dirigentes sindicais, todos juntos e espremidos, não dão mais que um ou dois bons sindicalistas. Mas quem quer ser sindicalista, quem é activista sindical? Quem quer ser dirigente sindical? Onde querem e quem quer também está impedido. O cerco da máquina partidária ou sindical abafa tudo. É uma tristeza e lamentável. A grande verdade é que hoje a carreira profissional está primeiro. Tudo poderia ser diferente se o processo de renovação se desse pacifica e livremente, sem interferência politica e partidárias, sem querer controlar a máquina, escolhendo os mais preparados, mais disponíveis em cada momento e por períodos curtos.”

publicado por AC às 19:59

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Segunda-feira, 1 de Maio de 2006

Folclore de Maio

Cumpriu-se mais um dia de folclore. O povo, ordeiramente, desfilou avenida abaixo, entoando as velhas palavras de ordem. Em luta por um emprego de melhor qualidade, dizem os dirigentes sindicais. Isto num país onde encontrar um trabalho qualquer é uma sorte, soa a piada.
 
Amanhã, tudo continuará como antes. Trabalho cada vez mais precário, salários miseráveis, novos despedimentos, reformas de pobreza uns dias antes da morte…
 
As centrais sindicais terão cumprido o seu papel e a consciência restará tranquila até ao próximo 1º de Maio. Estes dirigentes sindicais, tão velhos quanto a nossa democracia, são apenas a outra face do poder que nos conduziu ao atoleiro onde nos encontramos. Devo dizer que por vezes, tenho até alguma dificuldade em diferenciar as organizações sindicais das patronais. No fim de contas, os sindicatos vivem dos mesmos que enriquecem o patronato e os políticos: os trabalhadores.
 
A sua noção de contestação, de defesa dos trabalhadores é, no mínimo, hipócrita. Lembrem-me por favor, nos últimos 15 anos, que medidas lesivas dos interesses dos trabalhadores foram alteradas por motivo de contestação na rua organizada por qualquer das centrais sindicais?
 
Será que os senhores Proença e Carvalho não aprenderam nada com os franceses na contestação que estes fizeram à lei do primeiro emprego? Será que estão mesmo convencidos que as suas ordeiras manifestações têm qualquer efeito, ou que alguém as tem em conta?
 
Ou, tal como os políticos, estão-se apenas borrifando para nós?

publicado por AC às 21:39

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