Quarta-feira, 28 de Junho de 2006

O país a ferro e fogo

O grande líder Alruas, em nome do povo oprimido de Silgueiros, apela a uma intifada contra os opressores que não multam as obras clandestinas dos compadres e depois vão multar as obras da junta. É uma luta desigual de um povo mártir armado apenas com pedras contra um estado que passa papel à junta que nunca mais acaba…,

 

               nos entretantos, o grande merceeiro do norte, antevendo grande consumo de armas, lançou uma opa, sobre as pedreiras circundantes…,

 

    enquanto isso, o Zarolho, proprietário do Vira frango, interpôs uma providência cautelar para que não lhe levem as pedras do passeio onde se situa a esplanada…,

 

              o Manecas do ferro velho, apresentou uma queixa contra a discriminação de que diz ser alvo. Argumenta que só os pedreiros é que vão ter negócio…, e ele tem lá muita sucata que serve muito bem para atirar ao inimigo…,

 

               o primeiro José, em declarações feitas a si próprio, afirmou que não estamos na idade da pedra e que se querem fazer guerra que usem a tecnologia com que ele dotou o país…,

 

                        os idosos do lar de Canhestros, fazendo sua a luta do povo de Silgueiros, ameaça  desatar à pedrada  ao pessoal vigilante caso este não os deixe ver os sites com meninas, o que é uma grande desumanidade porque a idade já não permite a fuga ao pessoal…,

 

               o exército dos fiscais já retaliou com uma valente mijadela no muro da junta. A gravidade deste acto é acrescida pelo facto de não ser uma mijadela simples mas desenhada.

 

Espera-se a todo o momento que o mudo fale.

 

É bom viver num país onde os políticos os têm no sítio!


publicado por AC às 20:01

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Atirar a primeira

Subscrevo inteiramente, se abranger igualmente, toda a classe política. Voluntario-me para atirar a primeira!


publicado por AC às 18:01

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Terça-feira, 27 de Junho de 2006

Portugal

Um pouco longo, mas vale a pena. Informação - não exaustiva -  sobre Portugal no dicionário Houaiss. Os sublinhados são meus:

 

“PORTUGAL, Estado da Europa meridional famoso sobretudo pelas importantes descobertas que seus navegadores realizaram nos séc. XV e XVI. Situa-se na península Ibérica, na extremidade ocidental do continente europeu. A Espanha, que se limita com Portugal ao leste e ao norte, ocupa a maior parte da península. O oeste e o sul de Portugal são banhados pelo oceano Atlântico. Lisboa é a capital e maior cidade de Portugal.  

A maioria dos portugueses vive em aldeias. Muitos dos aldeões são pessoas hábeis que enfrentam as águas agitadas do Atlântico para pescar em pequenos barcos ou agricultores que cultivam uvas para fazer vinho. Os peixes e vinhos de Portugal são apreciados em muitos lugares do mundo.  

Nos séc. XV e XVI, arrojados navegantes portugueses iniciaram a era dos grandes descobrimentos. Bartolomeu Dias comandou a primeira viagem em torno do cabo da Boa Esperança, no extremo sul da África. Vasco da Gama ultrapassou o cabo e descobriu o caminho marítimo para a Ásia. Pedro Alvares Cabral descobriu o Brasil. Essas viagens e muitas outras levaram ao estabelecimento de um vasto império português que abrangia colónias na África, Ásia e América do Sul.  

Modo de Vida. Os portugueses da zona rural em geral vivem em aldeias de pescadores ou de agricultores. As          aldeias de pescadores bordejam a costa do país e seus moradores há muito dependem economicamente da pesca. Os homens enfrentam as agitadas águas do Atlântico em pequenos barcos para pescar.   

Os agricultores portugueses cultivam vários produtos, mas são mais conhecidos pelas uvas de boa qualidade que usam no fabrico de vinho. Os vinhos de Portugal são apreciados em vários lugares do mundo. Alguns vinhateiros portugueses ainda seguem o costume tradicional de esmagar as bagas de uva com os pés descalços.  

Embora Portugal continue a ser um país agrícola, suas cidades — em especial Lisboa e Porto — estão crescendo rapidamente.   

A cada ano muitas pessoas do meio rural mudam-se para as áreas urbanas a fim de procurar trabalho na indústria ou outras ocupações. As cidades portuguesas possuem construções seculares, bem como modernos edifícios de apartamentos ou escritórios.  

Os portugueses mantêm estreitos laços familiares.   

A maioria dos portugueses, tanto nas cidades como nas zonas rurais, veste-se com os trajes comuns do Ocidente. Os principais alimentos portugueses são peixe, em particular o bacalhau, pão e azeitona. O vinho é a bebida favorita.  

As actividades recreativas preferidas são as danças folclóricas, as touradas e o futebol. As touradas portuguesas têm uma diferença muito grande das touradas da Espanha e da América Latina: em Portugal os touros não são mortos.  

Educação. O sistema de ensino de Portugal é menos desenvolvido se comparado aos da maioria das outras nações da Europa ocidental, sendo ainda o analfabetismo uma realidade no país. Pela lei, as crianças portuguesas devem frequentar a escola entre os seis e os 14 anos. Na maioria dos casos, pertencem a famílias pobres e abandonam a escola para trabalhar. O ensino primário é difundido em todo o país, mas muitas regiões de Portugal não têm escolas secundárias.   

Economia  

Portugal é um dos países mais pobres da Europa. A renda anual média per capita dos portugueses é de cerca de 9 mil dólares.   

Até meados do séc. XX. a economia de Portugal baseava-se na agricultura e na pesca. Actualmente, a indústria é o mais importante factor da economia e responde por aproximadamente 1/3 do valor dos bens e serviços produzidos em Portugal.   

As principais indústrias do país são alimentícias e têxteis, ratificando o pequeno desenvolvimento do sector secundário da região.  

Recursos Naturais. Portugal possui alguns recursos minerais. No norte do país existem jazidas de carvão e no sudeste, cobre, o volfrâmio, minério usado para fazer um metal chamado tungsténio, é encontrada nas regiões montanhosas do país.  

As florestas cobrem cerca de 1/3 de Portugal. Grandes pinheirais são encontrados no norte. Florestas de sobreiros no centro e no sul de Portugal fornecem grandes quantidades de cortiça.  

Os rios de Portugal, especialmente o Douro e o Tejo, produzem energia para fins eléctricos e industriais. O oceano Atlântico é outro importante recurso. Muitos portugueses há longo tempo dependem do peixe para seu sustento.  

Indústria. A produção de metais e maquinaria é a principal actividade industrial em Portugal. Fabricas de aço, que operam perto de Lisboa, encontram-se entre as principais indústrias pesadas do país. A produção naval e a petrolífera são outras importantes indústrias pesadas. Contam-se ainda entre as indústrias portuguesas: a de alimentos beneficiados — especialmente azeite, peixe e vinho — e a produção de artigos de vestuário, cortiça e couro, bem como tecidos. O artesanato português também contribui para a produção industrial do país.  

Agropecuária e Pesca. Uvas para a produção de vinho são cultivadas nos vales dos rios que cortam Portugal. Os vinhedos do vale do Douro fornecem uvas para o vinho do Porto, assim chamado por causa da cidade do Porto. Com as uvas das ilhas da Madeira faz-se o vinho Madeira. Os vinhedos do sul de Portugal produzem uvas de mesa. Entre as culturas encontradas em Portugal estão as de amêndoa. Arroz, azeitona, trigo, laranja. limão, milho e trigo. Criam-se bovinos, ovinos e suínos. Entre as várias espécies de peixes colhidos pelos pescadores portugueses estão atum, bacalhau e sardinha.  

A maioria das lavouras portuguesas são pequenas, com um tamanho médio de apenas 2 ha, principalmente na região norte do país. A maioria dos agricultores são donos de suas terras. Mas, especialmente no sul, existem algumas fazendas colectivas do Estado. Grande número de agricultores portugueses ainda utiliza métodos e equipamentos antiquados, mas o uso de métodos e equipamentos modernos vem aumentando.   

O Turismo desempenha importante papel na economia de Portugal. Muitos turistas visitam o país para apreciar suas belas paisagens, cidades antigas, bom clima e outras atracões. O dinheiro gasto pelos turistas ajuda a economia de Portugal.  

Comércio Exterior. As exportações de Portugal abrangem cortiça, peixe, polpa de madeira e vinho. Aço e ferro, algodão, veículos motorizados e petróleo encontram-se entre as principais importações.  

A Grã-Bretanha há muito tem sido o principal parceiro comercial de Portugal. Portugal é membro da Associação Europeia de Livre Comércio (AELC), organização de nações da Europa ocidental criada para fomentar a cooperação económica mútua. Portugal comercia intensamente com outros membros da AELC: Áustria, Finlândia, Islândia, Noruega, Suécia e Suíça. Portugal também comercializa bastante com a Alemanha os E.U.A., a França e a Itália.  

As principais organizações internacionais que mantêm laços com Portugal são: Banco Mundial, FMI (Fundo Monetário Internacional), OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico),   OMC (Organização Mundial de Comércio) , ONU (Organização das Nações Unidas) e OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).  

Transportes. Uma rede ferroviária liga a maior parte das regiões de Portugal. Os sistemas ferroviário e aéreo pertencem ao governo nacional.   

A Primeira República Portuguesa. Por muitos anos Portugal pouco progrediu no sentido de um verdadeiro governo representativo. A monarquia continuava forte e o povo tinha pouca participação no governo. A oposição ao governo crescia continuamente. Em 1908, o rei Carlos I e seu filho mais velho foram assassinados em Lisboa por revolucionários que desejavam acabar com o poder da monarquia. O filho mais moço do rei, Manuel II, subiu ao trono, mas os revolucionários o depuseram em 1910 e estabeleceram a república em Portugal.  

A primeira tentativa de democracia parlamentar em Portugal fracassou. Foi marcada por excessiva interferência governamental na sociedade e pela instabilidade política. Em 15 anos, o país teve 44 diferentes governos. Os líderes da república enfrentaram inquietação trabalhista e revoltas militares e civis. Portugal lutou ao lado dos Aliados na Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e os gastos com a guerra debilitaram sua economia já enfraquecida.   

A Revolução de 1974 ou Revolução dos Cravos. Os militares depuseram a ditadura em 1974. Denominaram a revolução de Movimento das Forças Armadas. O movimento dissolveu a polícia secreta, restaurou os direitos civis e formou um governo provisório para dirigir o país.  

Como parte das reformas, foram permitidos partidos políticos em Portugal pela primeira vez desde a década de 1930. Comunistas, socialistas e partidos que favoreciam a livre-empresa procuravam dominar o novo governo. Em 1974 e 1975, houve manifestações violentas entre grupos de posições políticas diferentes.  

Fim do Império. O novo governo de Portugal prometeu acabar com o colonialismo. A Guiné Portuguesa, na África, conseguiu independência em 1974 e adoptou o nome de Guiné-Bissau. Angola, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe — também na África — tornaram-se independentes em 1975. Em 1976, a colónia de Timor, no arquipélago Malaio, foi invadida pela Indonésia.  

Portugal, portanto, domina apenas seu território no continente europeu e as ilhas dos Açores e da Madeira. Teoricamente, possui ainda outro pequeno território — Macau na costa sudeste da China. Mas Portugal na verdade exerce pouco controle sobre Macau.”  


publicado por AC às 21:51

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Terça-feira, 20 de Junho de 2006

Terrorismo social

A estratégia do governo para agravar as condições de vida dos portugueses é ridiculamente simples. Faz um primeiro anúncio. Se o povo não reagir, agrava as medidas contidas neste primeiro anúncio num segundo – pior que o primeiro – se ainda assim não houver reacção, volta a agravar o segundo e por aí fora. Passo a passo, o povo bovinamente, vai aceitando o corte na palha.

 

Serve de exemplo o processo da reforma da (in)segurança social. Quase diariamente, as condições de acesso a uma pensão, - a pagar com os 35% que trabalhadores e empregadores têm obrigatoriamente de entregar ao estado – se vão tornando mais difíceis.

 

Hoje é notícia que as actualizações das pensões será indexada ao crescimento da economia mas, se esta não crescer acima de 2% do PIB, a actualização será 0,5% abaixo da inflação. Pelo andar da carruagem, com crescimentos próximos do zero, os nababos dos reformados, bem vão ter que se dedicar à mendicidade, pelo menos aqueles que ainda não o fazem.

 

Que, quem se reformar antes dos 65 anos, será penalizado em 7,5% ao ano. Como as empresas entre os 50 e 55 anos, inapelavelmente despedem os trabalhadores, mesmo que estes tenham já 40 anos de contribuições, um contribuinte a 15 anos da idade de reforma, além de nada receber, por estas contas ainda fica a dever 12,5% ao estado.

 

Que, para efeito de cálculo do valor, serão considerados todos os anos de carreira e não os melhores 10 dos últimos 15 (creio que é assim), que é a fórmula actual. Curiosa é a justificação: “para evitar distorções já que há contribuintes que nos últimos anos reforçam os descontos”. Devem ser os notários ou trabalhadores liberais, porque os empregados por conta de outrem não têm possibilidade de tal. Mas, os senhores a quem demos maioria absoluta, entendem que se deve penalizar toda a gente e não apenas os prevaricadores.

 

Temos ainda aquela ideia peregrina da nova fórmula de cálculo se vir a aplicar retroactivamente a quem se reformou depois de 2002. Além de ser provavelmente constitucionalmente ilegal, do ponto de vista social, é absolutamente imoral.

 

Isto está a acontecer, num país onde muitos dos detentores do poder, além de funcionários governamentais, exercem actividades profissionais privadas e, auferem uma qualquer reforma. O PR é o primeiro exemplo.

 

Estamos a um passo de receber uma caridade, por pequena que seja, de um estado pulha que nos obriga a descontar 35% dos salários para que possamos ter uma velhice digna. Isto é inaceitável. Isto é uma vergonha.

 

Para garantir a sustentabilidade da SS, dizem eles, ainda que cada governo mande fazer as contas mais convenientes. Quando se compara as prestações da nossa SS com, e por exemplo a francesa, percebe-se melhor o logro de tudo isto. Considerando que França terá condições sociais equivalentes às nossas – desemprego e velhice – vejam apenas este exemplo: Uma cidadã portuguesa trabalhou e descontou, durante alguns anos em França. Regressada a Portugal e chegada a idade de reforma, passou a receber da SS francesa, cerca de 500 € mensais. Desde há 2 anos, ficou sozinha e inválida. A SS francesa aumentou-lhe a pensão em 1.000 €, mensais, destinados a pagar uma acompanhante, tendo retro activado esta prestação ao tempo em que ficou dependente.

 

Portugal chafurda numa pocilga política cujas consequências se abatem sobre o país, lançando este povo na maior miséria, enquanto que o poder se rebola de gozo confortavelmente estabelecido em reformas chorudas, vencimentos magnânimos, negociatas diversas, luvas e comissões.

 

Presumo que estas novas condições de acesso às reformas, se inserem na palhaçada designada “roteiro para a inclusão social” promovida pelo mudo. Está no bom caminho, especialmente porque as suas três pensões, já ninguém lhas tira e a que há-de receber enquanto ex-PR também está segura, pelo que, como ele próprio diz, não se conformem, porque eu não me conformo.

 

No meio deste desastre, os portugueses ou estão de férias ou, continuam impávidos e serenos a ver a bola. Esperemos pela próxima pancada.


publicado por AC às 23:05

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Segunda-feira, 19 de Junho de 2006

Da inutilidade do presidente

Os visitantes habituais deste blog, conhecem as minhas posições sobre os políticos que vamos tendo, e o regime que nos (des)governa. Lembrar-se-ão que questionei a utilidade de elegermos um presidente que não tem qualquer mais valia e nos custa seis milhões de contos/ano. Vasco Pulido Valente, no Público, fez a sua avaliação dos primeiros cem dias do Sr. Silva enquanto presidente. Ora, façam o favor de ler:

«A imprensa resolveu festejar os primeiros cem dias do Presidente da República e anda por aí à procura de uma palavra ou de um gesto, que revelem o homem ou iluminem intenções profundas. Cem dias num mandato de cinco anos (ou talvez dez) não significam nada. Ainda por cima no princípio. Como se viu com Eanes, com Soares, com Sampaio - e se verá com certeza com Cavaco. Tudo isto, toda esta excitação, é um resto da campanha. A esperança que irresponsavelmente se criou não deixa agora reconhecer a irrelevância da rotina do Presidente "providencial" e o pouco, ou nenhum efeito, que ela tem no país. E, como ela de facto não tem, apareceu muita gente determinada a ver o invisível e a perceber com muita subtileza o que não sucedeu.

Afinal de contas, que fez Cavaco? Vetou a "lei da paridade" mais por uma questão de forma do que de fundo. Deu um passeio pelo interior a que chamou "roteiro da inclusão" (sem a menor consequência prática), de que ninguém se lembrará daqui a dois meses. Preparou outro "roteiro", o da "ciência", que não passa de uma peça inútil de propaganda: os cientistas, principalmente os bons cientistas, não precisam de salamaleques, precisam de sossego e dinheiro. O dr. Cavaco também readmitiu os militares nas celebrações do 10 de Junho, coisa que absurdamente entusiasmou uma direita coriácea e pavloviana, que nunca esqueceu ou esquecerá o bom velho tempo. De resto, o Presidente repreendeu o ministro da Agricultura e apoiou com solicitude a ministra da Educação. O governo não ficou abalado e ele, presumo, ficou contente.

É verdade que o dr. Cavaco disse que "não se resignava" e, no 10 de Junho, querendo partilhar essa virtude, pediu aos portugueses que não se resignassem. Infelizmente, isto põe uma questão bicuda. O Presidente da República, com a sua larga inteligência, descobriu com certeza a maneira apropriada e perfeita de não se resignar. Já o português comum hesita. Como vai ele resistir à imparável decadência da Pátria? Trabalhando mais? Cumprindo com minúcia e zelo as leis do trânsito? Renunciando ao vício e, por maioria de razão, ao crime? Ou, com um pensamento mais puro e colectivo, como recomenda o eng. Sócrates, promover uma cabala para liquidar os partidos, comprar a PT ou mesmo montar uma mercearia fina em Campo de Ourique? A perplexidade aumenta e Portugal inteiro espera que o dr. Cavaco o esclareça. Numa altura tão crítica, o silêncio de Belém é mortal.»

 

Ora, a crise actual não é nova, tem mais de cem anos, e o sr., Silva terá tantas ideias e encontrará tantas soluções para o país, como todos os seus antecessores. A imprensa vem agora celebrar os primeiros cem dias presidenciais pela simples razão de que há que vender jornais todos os dias e, lamber o rabo a quem tem algum poder, é curricularmente, sempre útil. O mandato do sr., será seguramente cheio de roteiros e preocupações e, como todos os outros, inconsequente e inútil. Os portugueses, esses continuarão a trabalhar, a pagar e a viver miseravelmente. De vez em quando, ouvirão uns insultos sobre a sua competência, ou a sua produtividade, ou frase feitas do tipo; não perguntes o que pode o país fazer por ti…, para os espicaçar. Como se faz aos bois. Continuarão a eleger outros senhores Silva que darão seguimento à obra dos anteriores. E resignar-se-ão. Porque, como o felizardo sr., Silva, não encontraram forma de arranjar três reformas, um salário elevado, e uma benesse de seis milhões de conto por ano, para governar a vida.


publicado por AC às 09:33

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Sexta-feira, 16 de Junho de 2006

A corja

Enquanto a turba embasbacada glorifica os heróis que se batem galhardamente em terras germânicas, a quadrilha perpetra um novo saque. Saúde-se a criatividade das chefias no desenvolvimento das metodologias de assalto – ainda que esta não passe do vulgar; saca-lhe a carteira que o gajo está distraído.

 

A Opel resolveu chantagear o governo e ameaça  transferir a fábrica da Azambuja para Espanha. Sendo a mão-de-obra local uma das mais baratas da europa e, segundo dizem, elevadíssima a produtividade do pessoal da Azambuja, o que é que justifica este encerramento. Faz lembrar o processo da Renault em Setúbal, lembram-se? Não fosse isto o país de gente fraca que somos, e tínhamos mandado a Renault vender carros na Roménia assim como mandaríamos agora a Opel vender carros aos Espanhóis.

 

Saúde-se igualmente o pessoal que esforçadamente nos tem alertado para o perigo de comer galináceos que poderiam estar infectados com o famoso vírus da gripe aviaria e pergunte-se-lhe, se por acaso, nas análises que fizeram ao gado, nunca encontraram as salmonelas que contaminam 79%  dos frangos vendidos no país.

 

Notável, a convergência entre a maltosa do poder. O José saca o que pode aos pobres, (os ricos como todos sabemos estão isentos do pagamento de impostos) e o mudo, faz a sua grande cruzada; uma maior solidariedade para com os desfavorecidos.

 

Ora se fossem todos para a pqp.


publicado por AC às 19:38

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Domingo, 11 de Junho de 2006

Pequenas coisas dos dias que passam

afinal o país existe, as cervejeiras agradecem a preferência, e a rapaziada lá conseguiu vencer o Portimonense, perdão, o Varzim, ou foi o Paços de Ferreira, ou o GEA (grupo excursionista Angolano) por 1-0 e eu enquanto curioso destas coisas da bola, diria que levámos uma banhada,

 

…. mas sou eu que não entendo nada, porque um dos milhares de eruditos desta coisa do pontapé no esférico, que aparecem aos magotes por tudo o que é televisão, comenta neste momento que era esperado um jogo difícil…, pudera, contra equipas destas,

 

                          e já agora, estes repórteres da nova vaga que fazem aquelas perguntas inteligentes a crianças e velhinhos – então, quem é que vai ganhar?, e por quantos?, e quem é que marca os golos?,

 

     e que me tiram do sério ao fazerem estas perguntas de uma idiotice profunda, a gritar!, em que escola terão aprendido estas pérolas?, ou será que foram à escola?,

 

     mas, prontos, este foi o assunto sério do dia, vamos passar agora para as futilidades tarecas. Diz o Saramago que “não ficou rigorosamente nada do 25 de Abril”. Digo eu que está enganado, porque do 25 de Abril ficou um revanchismo odioso que se tem abatido pesadamente sobre o povo e que liquidou tudo o que se designou como “conquistas de Abril”, com juros. Curiosamente, o actual poder, dito socialista, tem-se distinguido nesta área.,

 

                                 agora que o José já nos empenhou por várias gerações a pagar as infra-estruturas do que seria uma obra vital para o país, uma reserva estratégica de água, prepara-se para entregar a dita obra estratégica ao turismo e ao imobiliário que é o que nós merecemos.,

 

                                                        o mudo de Belém segue os passos do seu antecessor e começa igualmente a distribuir medalhinhas a tudo o que mexe, distinguindo-se no facto de agraciar em primeiro os mais amigos,

 

                            ....,  o nosso amigo Francis tem um aviso urgente no seu blog, parece que a (in)segurança social arranjou um modo expedito de fazer cortes na despesa,

 

                   e fica uma dúvida. A GNR já sabe o que fazer em Timor. O Freitas já tratou do assunto?


publicado por AC às 22:34

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Quarta-feira, 7 de Junho de 2006

Globalização da ladroagem

A ladroagem não para de inventar novos meios de nos sacar o dinheiro. Vem isto a propósito da brilhante ideia do euro ladrão, digo, euro deputado Alain Lamassoure que quer taxar os SMS e os e-mails. Seriam apenas 1,5 cêntimos de euro por cada SMS e 0,00001 cêntimos de euro por cada e-mail.

 

Curiosa é justificação; “são minúcias, mas tendo em conta os biliões de transacções que se fazem por dia em todo o mundo, isto poderá gerar imensos lucros”

 

Este argumento é similar ao que um autarca aqui da terra me deu quando reclamei do IMI. Dizia-me ele; “o IMI é um imposto novo que foi criado para que as autarquias tivessem mais dinheiro.” Como se eu fizesse dinheiro nos fundos da garagem. Nem lhe passou pela cabeça que para as autarquias terem mais dinheiro, o povo que paga impostos, tem menos.

 

Mas, retomando a questão; ou seja, não há qualquer razão para tais impostos, tanto mais que os SMS já pagam IVA e os e-mails não têm qualquer custo para o estado. Como também não há qualquer valor acrescentado para o utilizador, falamos de roubo, puro e duro. No fundo, algo parecido ao imposto que pagamos às autarquias nas contas telefónicas; o direito de passagem!

 

Diz ainda este malfeitor “o dinheiro desta potencial taxa serviria, posteriormente, para financiar os fundos comuns da União Europeia, funcionando como impostos europeus.”

 

Ou seja, já não nos basta sermos diariamente assaltados pelos nossos próprios gatunos, passaríamos agora a ser vítimas dos criminosos europeus.

 

Felizmente que temos o mundial à porta e para o pessoal aqui do burgo, é mais importante saber a cor das cuecas do Ronaldo ou ir à apresentação do novo disco de uns miudecos que deveriam estar na escola, do que pensar nestas coisas, que até fazem mal à cabecinha dos pequenos.


publicado por AC às 22:50

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Segunda-feira, 5 de Junho de 2006

Em defesa do Luís

Venho hoje em defesa do Luís que não só, teve a genialidade de pensar comemorar o Dia Nacional do Cão, como a coragem de propor na AR a aprovação da tal data comemorativa.

 

Li um pouco por todo o lado opiniões desabonatórias à tua ideia. Não te preocupes Luís, é um velho hábito desta pátria; mal-amar os seus mais ilustres filhos. No fundo, estão roídos de inveja, por a iniciativa não ter sido sua.

 

Não compreenderam que já há meia dúzia de indivíduos que se preocupam com o povo, com a fome, a miséria, a solidão, o abandono e, nem sequer perceberam que o povo é gente e que gente tem alguma racionalidade (felizmente pouca e assim mantêm gajos como tu no poder) e por isso, pode sempre desenrascar-se. Agora os cães, como é que se poderiam desenrascar sem a tua iniciativa?

 

Pecaste apenas por não teres sido mais ambicioso. Poderias ter proposto a criação de uma fundação – a financiar com dinheiros retirados aos reformados (é uma coisa muito em voga por estes dias) que recebem mais de quarenta contos por mês e por isso vivem como verdadeiros nababos à conta do estado – que trataria de educar e alimentar os cães, principalmente os vadios.

 

Também não perceberam o alcance social e económico da tua iniciativa. Não fizeram contas e por isso não valorizaram os milhões de euros que seriam transaccionados em latinhas de comida Groumet, coleiras, escovas para o pelo, vitaminas, comedouros, banhos e massagens que seriam gastos em prendas para os nossos estimados cãezinhos.

 

És um português valente e interessado na tua pátria. Sempre preocupado com os mais desvalidos. Apenas a modéstia que te caracteriza, impediu que tivesses igualmente proposto a celebração do Dia Nacional do Idiota. Temeste que fosses o único homenageado. Mas não. Sossega Luís, porque tal data abarcaria os três ou quatro milhões de tugas que através do voto, vão colocando no poder as ilustres mentes que, como a tua, iluminam com o seu saber este nosso Portugal.

 

PS: Fodido, fodido contigo, está o meu melro. Diz que se farta de cantar para alegrar o país e tu vais propor celebrar o dia duns gajos que só cagam nos passeios!


publicado por AC às 13:30

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Quinta-feira, 1 de Junho de 2006

Os culpados

A senhora ministra da educação, ao atacar de forma vil e violenta os professores, atirando-lhes para cima o ónus do falhanço da educação em Portugal, mais não fez do que mostrar a sua própria má formação, provavelmente resultado da tal incompetência atribuída aos professores.

 

É mais um exemplo do tipo de governantes que admitimos. Demagogos, presunçosos, prepotentes e mal-educados.

 

Como em qualquer profissão, haverá professores competentes e motivados e, outros que não tendo qualquer vocação para ensinar, foi o que conseguiu arranjar para sobreviver.

 

Mas, ainda assim, a responsabilidade é apenas do ME que admite gente incapaz para a função e, nem sequer consegue identificar e substituir os incompetentes.

 

Responsabilizar no geral os professores, por um sistema de ensino que não produz resultados, quando a tutela não controla a função e muda constantemente as regras, é, no mínimo sacudir a água do capote ou seja, fuga para a frente. Da forma como foi feito, além de grosseira falta de educação, veio desresponsabilizar os frequentadores das escolas – muitos não vão lá para estudar – pelos seus resultados. A partir de agora, a culpa será sempre dos professores.

 

Ora eu diria, que a generalidade dos estudantes de hoje, não vai à escola para aprender. Vai porque é lá que estão os amigos, os namoros, mostrar a ultima novidade em telemóveis, ou os ténis da moda, ou bater nos colegas e professores, qualquer coisa que dê gozo e não trabalho. São gente que os pais, também fugindo ao seu dever, não conseguiram formar e muito menos educar, transferindo todas as responsabilidades, familiares, éticas, educacionais e sociais, para os professores.

 

É vê-los a caminho da escola. Uns matulões com ar de marginais, com pequenas mochilas metidas em costas de homens que já deveriam trabalhar, elas vestidas como se fossem a caminho da mais velha profissão do mundo, são estas as nossas crianças, que a senhora manhosa, perdão ministra, diz serem o resultado do mau ensino dos professores.

 

E há quem aplauda.


publicado por AC às 17:02

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