Terça-feira, 2 de Maio de 2006

Ainda o 1º de Maio

O post anterior “Folclore de Maio”, foi comentado por um anónimo que torna claro o enquadramento do movimento sindical. Com os meus agradecimentos por este contributo, publico seguidamente o referido comentário pois vale a pena toda a visibilidade que se lhe possa dar.
 
“É verdade estas acções estão a tornar-se um ritual e podiam ser mais do que uma celebração deste heróico dia. Os sindicatos e os sindicalistas estão desacreditados e acomodados. Hoje na sua maioria são uns burocratas, para esta ocasiões, ou para cumprir um papel partidário. Uma ou outra acção são meras acções conjunturais para mostrarem que existem. E lá estão sempre os mesmos: Os dirigentes de sempre, os delegados sindicais de sempre, os funcionários do partido de sempre, e os trabalhadores, carne para canhão de sempre. Uma tristeza. Mas a verdade é que nós pouco fazemos para mudar. Também não é fácil, a máquina está "fechada" para ninguém entrar. Mas falta participação, falta esforço para mudar, falta determinação para o combate, é mais fácil dizer mal. Um amigo meu, dirigente sindical está farto. Quer sair, mas também não vê ninguém, ninguém se aproxima... Ele diz que os dirigentes sindicais, todos juntos e espremidos, não dão mais que um ou dois bons sindicalistas. Mas quem quer ser sindicalista, quem é activista sindical? Quem quer ser dirigente sindical? Onde querem e quem quer também está impedido. O cerco da máquina partidária ou sindical abafa tudo. É uma tristeza e lamentável. A grande verdade é que hoje a carreira profissional está primeiro. Tudo poderia ser diferente se o processo de renovação se desse pacifica e livremente, sem interferência politica e partidárias, sem querer controlar a máquina, escolhendo os mais preparados, mais disponíveis em cada momento e por períodos curtos.”

publicado por AC às 19:59

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2 comentários:
De Francis a 2 de Maio de 2006 às 21:36
É preocupante. Espero que o cenário mude.
A propósito; Sempre me interroguei para que serve um sindicato como a UGT. Eles são sempre os primeiros a concordar com os politicos e a ceder nas negociações retirando assim força negocial à CGTP-IN.
É mesmo assim ou estou enganado?
É uma pergunta que faço.


De Fernando a 2 de Maio de 2006 às 21:45
Apenas por um lamentável lapso não me identifiquei e nem reparei nisso se não fosse dado destaque ao comentário. Nunca fiz um comentário enquanto anónimo. Serve isto para dizer, como se deve estar a perceber que fui eu que assinei o comentário que agora é aqui destacado. Obrigado pelo destaque e as minhas desculpas pelo anonimato, não propositado.


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